Como parecer um intelectual !

Publicado setembro 8, 2009 por arquiteturaresidencial
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Como parecer um intelectual !

Muito engraçado!!

APRENDA TUC…

Seja um mestre na arte de não dizer nada com palavras pomposas. Veja como é fácil dizer frases bombásticas em ocasiões que deseja impressionar os ouvintes, mas que não querem dizer absolutamente nada.

Você será como os grandes “intelectuais de gaveta” ou “especialistas da área” ou “experts”, com minguados recursos de expressão, semelhantes a personagem Fabiano (de Vidas Secas de Graciliano Ramos) que decorava algumas palavras difíceis e empregava-as inteiramente fora de propósito. Ninguém fará a mais remota idéia do que foi dito, mas não admitirá tal fato, lógico… e o mais importante, as frases soam maravilhosamente bem…

Agora você vai fazer sua carreira política sem muito esforço, como … ou então vai poder ser um novo Nbláblá… ou um Mardi…

O método é o seguinte: Veja as palavras chaves na tabela abaixo. Escolhe-se ao acaso, um número qualquer de três algarismos e se busca a palavra correspondente a cada algarismo em cada uma das três colunas. Por exemplo: número 3-1-6 produz “planificação operacional coordenada”: e o número 7-4-0, produz “instrumentação estrutural sistemática”.

Qualquer delas pode ser referida em conversas, com indiscutível autoridade.

Nada de usar metáforas claras para população entender, isso é coisa de pobre!!!
O objetivo do discurso é confundir…para depois poder chamar os ouvintes de ignorantes:

coluna 1…… coluna 2…… coluna3

0-programação 0-funcional 0-sistemática

1-estratégia 1-operacional 1-integrada

2-mobilidade 2-dimensional 2-equilibrada

3-planificação 3-transacional 3- totalizada

4-dinâmica 4-estrutural 4-presumida

5-flexibilidade 5-global 5-balanceada

6-implementação 6-direcional 6-coordenada

7-instrumentação 7-opcional 7-combinada

8-retroação 8-central 8-estabilizada

9-projeção 9-logística 9-paralela

Pronto agora a pessoa parece um “intelectual” .

Qual é, atualmente, a melhor arquitetura residencial ?

Publicado agosto 28, 2009 por arquiteturaresidencial
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A ILHA

Publicado julho 22, 2009 por arquiteturaresidencial
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RALLY DAKAR

Publicado janeiro 23, 2009 por arquiteturaresidencial
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Publicado dezembro 10, 2008 por arquiteturaresidencial
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nowhere, 101

November 11th, 2008 · 2 Comments

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Duas torres, duas pontes.

Ou, quando o devaneio atinge o ponto de rebuçado.

A arquitectura contemporânea deixou, há muito de ser lugar para exploração de conceito e conquista artística. Deu lugar ao impulso primário de marcar posição pela magnificência do render e a capacidade de resposta financeira do atelier àquilo que o computador lança em dados.

A proposta do gabinete de Steven Holl é a súmula de como o slogan de campanha de Barak Obama se pode transformar em bicho perigoso, sobretudo se em descuidada mão alheia.

– Yes, we can.

E podemos, hoje, propor ao mesmo tempo e para o mesmo lugar, duas torres e duas pontes, sem que precisemos verdadeiramente de nenhuma.

– Yes, we can.

E podemos porque a nova geração e as gerações que se sigam conseguiram automatizar processos de tal forma que um extensivo tratamento de fachada se pode tornar demasiado cansativo e uma implantação bem estruturada se pode tornar demasiado estática.

– Yes, we can.

E podemos, acima de tudo, porque do outro lado do mundo, alguém que contra nós concorre, pode também. A pior das conclusões.

Podemo-nos atrever porque o desafio nos permite, porque as ferramentas o permitem, e porque as circunstâncias o imperam. E podemos porque (aparentemente) hoje em dia um belo report e uma equipa de estrategas do render e poetas das memórias descritivas fazem o trabalho que era antes propriedade do arquitecto.

E podemos, a partir de agora, relativizar o lugar da cidade.

– Can we?

Para detalhe sobre a proposta, recomenda-se um salto ao Inhabitat.

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Assalto a lisboa

November 10th, 2008 · No Comments

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Exposição do Mundo Português, Pavilhão de Honra e de Lisboa via Arquivo Fotográfico da CML

Por Miguel Sousa Tavares no Expresso, para reflectir…

«Quase vinte anos a escrever constantemente contra as inúmeras tentativas de expropriar aos cidadãos de Lisboa a frente ribeirinha do Tejo para a entregar a interesses privados ou a obras públicas inúteis têm-me ensinado que este será sempre um combate de retaguarda, recuando sucessivamente de trincheira em trincheira, sem perspectivas de vitória no final. Num mundo normal (nem sequer num mundo perfeito), numa cidade como Lisboa – que tem o luxo de ter 14 km de estuário de rio, que, além do mais, representam o seu maior património histórico de referência – nada seria consentido fazer que pudesse comprometer aquilo que é o domínio público mais importante da cidade e o seu traço marcante decisivo. O rio seria de Lisboa e de ninguém mais, porque Lisboa sem o rio será apenas uma paisagem em degradação acelerada.
Mas nós não vivemos num mundo normal. Nós vivemos numa democracia em que os interesses privados passam tranquilamente à frente do interesse público, com sucessivos pretextos que, olhados de perto, não passam de um embuste. É por isso que, mesmo contra toda a esperança, é preciso não desistir de defender Lisboa contra os seus predadores – porque eles nunca desistirão das suas intenções. Hoje, volto assim a um tema de que já aqui falei duas vezes, a última das quais a semana passada: o projecto escandaloso, já aprovado pelo Governo, de erguer um muro de contentores na zona de Alcântara, podendo ocupar até 1,5 km de frente de rio, com uma altura de 15 metros – o equivalente a um prédio de quatro andares. Este caso, aliás, vem demonstrar que, pior ainda do que um mercado desregulado por falta de intervenção do Estado – que subitamente tanto preocupa José Sócrates – é um mercado regulado pelo favor político do Estado, como sucede entre nós, de forma cada vez mais chocante.
A ‘Nova Alcântara’, como pomposamente lhe chama José Sócrates, é uma obra prejudicial à cidade de Lisboa, inútil e desbaratadora de dinheiros públicos, com todo o aspecto de ser ilegal e que levanta fundadas suspeitas de favorecimento negocial inadmissível.
É devastadora para a cidade, porque, além de uma extensa faixa de rio, nos vai roubar um dos privilégios únicos que Lisboa tem: a possibilidade de ver atracados ao seu centro os navios de passageiros cuja imagem faz sonhar milhões de pessoas no mundo inteiro. Nunca mais aí veremos navios tão emblemáticos como o ‘Queen Mary II’ ou o imenso ‘Sovereign of the Seas’, empurrados para a periferia de Santa Apolónia e substituídos por uma muralha de quilómetro e meio de contentores. Nem rio, nem navios: uma montanha de caixotes de ferro, empilhados uns sobre os outros. Mas o roubo do rio não se fica por aí: aproveitando o balanço e a deslocação do terminal de navios de passageiros da gare onde estão os painéis de Almada Negreiros para o extremo oriental da cidade, o Porto de Lisboa esfrega as mãos de contente e prepara-se para dar cumprimento à sua mais recorrente ambição: a construção imobiliária à beira-rio. Deixa-se a gare de Alcântara e os painéis de Almada para os contentores e vai-se fazer em Santa Apolónia, em cima do rio, mais uma barreira de 600 metros de comprimento e outros 15 a 20 de altura, para albergar uma nova gare e, já agora, um centro comercial e um hotel… para os passageiros dos barcos, com camarote pago a bordo. E há outro dano, ainda: durante seis anos, o governo vai lançar mãos à obra de enterrar a via férrea existente, adaptando-a à necessidade de escoar um milhão de contentores a partir do centro da cidade. Num ponto crucial de entrada e saída de Lisboa, vamos ter um pandemónio instalado durante vários anos, para conseguir fornecer as acessibilidades tornadas necessárias pela localização errada do terminal de contentores.
Nessas obras, vai o governo gastar para cima de 200 milhões de euros, através da CP e da Refer, de forma a tornar viável um negócio privado que é, além do mais, totalmente inútil. Lisboa tem capacidade subaproveitada para receber contentores – mas não ali e justamente na zona oriental, para onde querem mandar os navios de passageiros. Aliás, em Alcântara, vai ser ainda necessário dragar o rio, porque o seu fundo não assegura o calado dos navios que para ali se querem levar para despejar contentores. E, quando tanto se fala em descentralização, é notável pensar que o Estado quer investir 200 milhões para trazer contentores para o centro da capital, quando ali ao lado, em Setúbal, existe um porto perfeito para isso e cuja capacidade não aproveitada é de 95%! E isto para já não falar em Sines…
Tão absurdo projecto só pode ser fruto de uma imbecilidade inimaginável ou… de uma grande, grandessíssima, negociata. Ponham-me mais os processos que quiserem, mas isto eu devo à minha consciência dizer: o negócio que o governo acaba de celebrar para Alcântara com a Liscont/Mota Engil, aprovado pelo Decreto-Lei nº 188/2008, de 23 de Setembro, tem de ser investigado – pela Assembleia da República, pelo Tribunal de Contas, pela Procuradoria-Geral da República. É preciso que fique claro do que estamos a falar: se de um acto administrativo de uma estupidez absoluta ou de mais um escândalo de promiscuidade político-empresarial.
Em 1984, o Decreto-lei n.º 287/84 estabelecia as bases para a exploração do Terminal de Contentores de Alcântara, com as seguintes condições: área de ocupação restrita; atracagem apenas permitida a navios que, pelo seu calado, não pudessem acostar a Santa Apolónia; prazo de exploração de 20 anos, e concessão mediante concurso internacional. Com estas condições, apenas uma empresa – a Liscont – se apresentou a concurso e tomou a exploração, que rapidamente se revelou deficitária. Em 1995, salvo erro, a Liscont é comprada pela Tertir, que vem a obter do Governo, nos anos seguintes, alterações ao contrato, que de todo subvertiam as regras do caderno de encargos do anterior concurso internacional: mais área de ocupação, possibilidade de acostagem de todo o tipo de navios e mais dez anos de prorrogação do prazo, agora fixado até 2014. Em 2006, oito anos antes de expirar o prazo da concessão, a Tertir é, por sua vez, comprada pela Mota-Engil, por um preço anormalmente elevado face à perspectiva de negócio futuro. Mas, em Abril deste ano, sem que nada o fizesse prever ou o aconselhasse em termos de interesse público, fica-se a saber que a concessionária obteve do Governo nova revisão extraordinária do contrato, com as seguintes alterações: alargamento da capacidade de descarga para mais do triplo; aumento da área de ocupação para mais do quíntuplo; manutenção das taxas, já reduzidas, de operação; e prolongamento do prazo de concessão por mais 27 anos (!), até 2042. Tudo sem concurso público, tudo negociado no segredo dos deuses, tudo perante o silêncio atordoador de António Costa, presumido presidente da Câmara de Lisboa. E, finalmente, em Setembro passado, através do citado Decreto-lei 188/2008, fica-se a saber que o Governo ainda se disponibiliza para investir mais de 200 milhões de euros para garantir à Liscont/Tertir/Mota-Engil as obras necessárias a garantir o escoamento da sua capacidade triplicada de movimento. Imaginem: eu tenho um pequeno restaurante à beira-rio, que não é viável, por falta de espaço e de acessibilidades, e cuja concessão a lei prevê que dependa de concurso público e só dure vinte anos. Vem o governo e, de uma assentada, autoriza-me a triplicar o espaço, prorroga-me o prazo de concessão de modo a que o meu negócio acabe garantido por um total de 57 anos e sem aumento de renda, disponibiliza-se para me fazer e pagar as obras de acessibilidade necessárias ao sucesso do restaurante… e tudo sem concurso público, negociado entre mim e eles, no resguardo dos gabinetes. É ou não é fantástico?
E é assim que se trata Lisboa. É ou não é escandaloso? E o que fazemos, ficamos quietos? Pedaço a pedaço, eles dão tudo o que é nosso, à beira-rio: um quilómetro e meio de frente à Mota-Engil, seiscentos metros ao Porto de Lisboa, um quarteirão no Cais do Sodré para qualquer coisa da observação da droga, outro quarteirão para o Hotel Altis, o CCB para a Fundação Berardo, um quarteirão mais para a Fundação Champalimaud e a Casa dos Bicos para a Fundação Saramago. »

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Malta levada do diabo…

November 10th, 2008 · 1 Comment

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Porque se há algo que me leva a alimentar o bicho pela coisa, é mesmo a dedicação de quem teima (porquê minha gente… porquê?), em ser cliente deste vosso estaminé.

O abraço forte do costume à malta do AtelierMob, que habita em sitio novo desde que se mudou para a mui bem reputada casa dos blogs do Sapo.

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AspirinaLight.com, 2 anos

November 3rd, 2008 · 6 Comments

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Dois anos de actividade.

O balanço é naturalmente positivo, com a troca de experiências e o investimento na pesquisa a serem os ganhos mais significativos para quem se iniciou na aventura bloguistica sem saber bem aquilo que a coisa representava.

A verdade é que o Aspirina nasceu em tempos de aparente calma, após conclusão de uma licenciatura que se levou demasiado a sério, e funcionou bem enquanto o descanso durou, em periodo de estágio e aventuras em part-time, onde a escrita sobre arquitectura se revelou como o melhor dos veículos para visitar um amor profundo que de repente se deixou não se sabe onde e que se não sabe querer vir a reencontrar um dia. O embalo das palavras serviu para manter o entusiasmo, e, como diz um bom amigo, o toque de Midas que por vezes não é mais do que uma bem disfarçada maldição, encarregou-se de fazer isto funcionar.

Hoje o contexto é demasiado diferente.

A experiência de trabalho por que passo neste momento rouba-me mais a disposição do que o tempo, procuro muito mais ler do que me disponho a escrever, e de maneira nenhuma o considero como motivo para assumir um interregno de actividade. Mas a verdade é que o contexto não permite, por todas as razões e mais algumas, investir tempo em escrever sobre o que realmente me interessa escrever.

E não é critica nem é um apontar de dedo à blogosfera de arquitectura em Portugal. O afastamento, que é meio forçado e meio aceite, permitiu uma outra reflexão sobre o panorama do que se escreve por cá (e mesmo que o cá seja aí. É curiosa a forma como o acesso rápido à aldeia global nos permite sentir em casa mesmo que estejamos a um universo de distância).

O Daniel permanece como uma referência natural e cuja visita se torna cada vez mais obrigatória. Faz-se ali serviço publico. Sindicalizado ou amestrado, seleccionado ou apadrinhado, cada vez me interesso menos pelas circunstâncias. Vejo que há quem faça o trabalho bem feito e com o verdadeiro espirito de quem nasceu Blogger. Eu não o sou, mas vou fazendo os possíveis para me manter minimamente activo. Assim a mim próprio o permita.

O aspirina segue dentro de momentos, aconteça isso quando acontecer.

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Siza, Royal Gold Medal

October 8th, 2008 · 2 Comments

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Via The Guardian.co.uk:

” Álvaro Siza, the Portuguese architect and hero of a new wave of British design talent, was yesterday awarded the Royal Gold Medal, British architecture’s most prestigious prize. The 78-year-old is regarded by some as the greatest architect Portugal has ever produced, although his only British building to date has been a temporary pavilion for the Serpentine Gallery in London in 2006.

His influence on British architects through buildings in Portugal such as the Adega Mayor winery, above, and the Evora housing development, built after the end of the Portuguese dictatorship in 1977, has been far greater.

His style blends modernism’s free organisation of spaces with vernacular architecture, so he might use whitewashed stone in Portugal or brick in the Netherlands. That approach has been embraced by a generation of architects including Caruso St John and Tony Fretton, who have rejected the hi-tech movement pioneered by Lord Rogers and Lord Foster and their tendency to use similar components wherever they build in the world.

Siza (below) qualified in 1955 and his architecture matured under the dictatorship in Portugal, which allowed him little exposure to the international modernist style that was emerging across Europe – led in particular by the Swiss architect, Le Corbusier – which was to form the basis of the hi-tech movement.

Siza follows Frank Gehry, Herzog & de Meuron and Frei Otto as recent foreign winners of the prize, which is personally approved by the Queen.

“Álvaro Siza is a profoundly complete architect who defies categorisation,” said Sunand Prasad, the president of the Royal Institute of British Architects, which announced the award yesterday. “The forging of a masterful and seemingly inevitable architecture out of the possibilities of a site is one of the supreme characteristics of his work … This is an architecture in which an economy of expressive means is combined with an abundance of spatial revelation.”

Siza continues to design and teach from his base in Porto. “

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Koolhaas houselife

September 29th, 2008 · 1 Comment

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A Maison à Bordeaux na perspectiva da senhora das limpezas, um projecto de Ila Beka e Louise Lemoine com mais trailers disponíveis em Koolhaas Houselife numa pechinca disponível ao preço de 55 euros, o meu exemplar chega a Londres até ao final da semana.

Deslumbrante, a perspectiva de Guadalupe.

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Oma @ Roterdão

September 28th, 2008 · No Comments

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Situado no centro da cidade de Roterdão, distrito de Coolsingel, o cubo, com 120.000m2 destina-se a uso misto – em números, 30.000m2 para comércioe os restantes para escritórios, habitação, cultura e lazer.

Quando publiquei o junk-park de Tirana do atelier MVRDV baseei a critica nas imagens com que foi ilustrada a divulgação do projecto. A ditadura do render torna-se, nesta fase da anunciação, o único factor de julgamento a que a obra se pode submeter, a par de todas as ferramentas acessórias de ilustração com que o edifício se anuncia. No caso albanês, o conjunto é francamente mau, das imagens cruas à maqueta em bruto, nada ali permite diferente opinião.

Koolhaas será eventualmente o melhor gestor de imagem que o panorama arquitectónico conheceu. Após anos agarrado à projecção semi clássica das obras que o OMA produziu (das ilustrações pop às maquetas académicas) herança, nas suas próprias palavras, que o periodo de pesquisa para Delirious New York lhe ofereceu, surge agora a nova face OMA, onde a categoria da visualização nos deixa desarmados.

A obra em si também se anuncia com generosidade e categoria. Apesar de se tratar de mais um Icon-Building, a verdade é que a integração no skyline se propõe que aconteça de forma generosa e cuidada e com o propósito de servir duas permissas fundamentais que, regra geral, dificilmente saem satisfeitas quando a genialidade do autor se pretende fazer sentir com critérios de espectacularidade – Implantação e Integração, sem menosprezo do espaço.

Na cobertura o promontório sobre a cidade e a envolvente imediata, sem recorrer a explosões de escala.

Aguardamos então a inauguração, prevista para 2013.

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1.04 arquitectos por pessoa, são 1.02 arquitectos a mais

September 15th, 2008 · 5 Comments

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Dirão os optimistas -presentes nestas coisas da estatística como em tudo na vida – que isto ainda há casos piores que os de Portugal. É reparar no despautério Italiano ou na infelicidade Grega, e afinal nós por cá ainda estamos ligeiramente aquém dos verdadeiros níveis de crise que se registam por essa Europa fora.

A crueldade dos números não engana ninguém e a situação é a que se apresenta, em gráfico que nem sequer é recente e que se encontra assim bastante desactualizado, mas não deixa de ser preocupante que o mesmo não conste em nenhuma publicação que saia directamente para as bancas do nosso saturado Portugal.

Pela voz de Cypher, o personagem interpretado por Joe Pantoliano no primeiro filme da trilogia Matrix – “Ignorance is bliss”.

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mvrdv on drugs

September 14th, 2008 · 8 Comments

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É um dos hits do momento na blogosfera afecta à arquitectura, a proposta do trio holandês composto por Winy Maas, Jacob van Rijs e Nathalie de Vries para Tirana, na Albânia.

A coisa, que consiste num empoleirar de prismas rectangulares uns em cima dos outros, recolheu, de um modo geral, reacções muito positivas que resultam quase sempre em aclamação pelo arrojo ou lamentos pela ainda aparente timidez em levar o devaneio um pouco mais além.

E é um pouco nisto que a arquitectura mundial tende a transformar-se desde que o reconhecimento da iconografia da forma nos trouxe peças como a Casa da Música no Porto e a Biblioteca de Seattle, ambos pela marca oma.inc e que apesar de nos ter permitido finalmente cortar o cordão umbilical que ainda nos prendia ao pouco adequado pensamento modernaço, acabou por dar à luz esta disposição internacional ao despropósito – toma lá António.

Pessoalmente, cada vez mais tenho dificuldade em aceitar estes raciocínios formais, que não nos trazem nada de novo. Pelo contrário, após aquilo que as gerações do meio século passado nos permitiram evoluir, parece que actualmente se perdeu a genialidade. Deu lugar à Eu-genialidade.

O trabalho dos MVRDV, que exerceu tremenda influência no meu tempo de faculdade, conta no currículo com peças arrojadas e abordagens extraordinariamente interessantes que constituem verdadeiros passos em frente naquilo que é a linha de evolução da arquitectura nos dias de hoje (e obras como o complexo WOZOCO ou a Villa VPRO são testemunho disso mesmo), mas entretanto decidiu seguir o trilho de outros estúdios, que, encontrando a caixa de pandora aberta, aproveitou a oportunidade para a escancarar ainda mais.

O free-park de Tirana é, acima de tudo, um projecto de autor, onde a assinatura do estúdio se encontra espalhada por todo o lado. Das fachadas saturadas à demente proposta de implantação, ali se encontra um pouco de tudo para que nunca se venha a encontrar nada. E no final é isso que resta: Um gigantesco nada numa total ausência de estratégia. Uma gritaria desenfreada para dizer o próprio nome e ganhar atenção. Percebo a postura mas discordo do método.

Todos os dias vejo gente a gritar o seu próprio nome. A maioria consegue a acção dos interlocutores.

Raramente pelos melhores motivos.


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EXCELENTE MÚSICA

Publicado dezembro 10, 2008 por arquiteturaresidencial
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Casa em Iporanga , Arthur Casas

Publicado maio 21, 2008 por arquiteturaresidencial
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Casa em Iporanga

Exterior

Na forma de dois grandes cubos simétricos abraçando o espaço aberto, esta casa foi idealizada como sua casa dos sonhos.

A escolha de Arthur foi de integração total entre interiores com exteriores, perfazendo uma sinergia total entre os espaços.

Abrindo-se para fora, há um painel tipo de 11 metros do piso ao teto, formado por vidro. Essa abertura atravessa o corpo principal da construção, indo de lado a lado, formando um espaço central totalmente aberto.

Os painéis de madeira Cumaru, sustentam a estrutura de alto a baixo mostrando uma perfeita integração com a bela vegetação ao redor .

Como o Cumaru dá acabamento para toda a casa, contrasta com o estuque branco, destacando as cores quentes da madeira. Este, simples marrom e branco, oferece uma agradável variação com o mobiliário artístico. Elegante, utilitária e funcional, a mesa da cozinha estende-se à principal área de convívio.

Exterior


Interior

Interior


Arquiteto: Arthur Casas
Projeto : 2005
Locação: Iporanga, SP, Brazil
Material: Concreto e Cumaru


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